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coluna da dani1

 

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02/08/21

MUDANÇAS

Entra ano, sai ano... e a pandemia permanece... eita! E a vida, segue não é mesmo?

Entre as várias (e assustadoras) coisas que podemos ter descoberto no meio dessa realidade totalmente diferente em que nossa vida se transformou, tenho certeza de que questionamentos de vida surgiram na cabeça de todos nós, não é mesmo? O conforto de nossas casas por exemplo, deve estar entre um dos topos da lista! Hehe... há um relato na associação de síndicos de condomínios do Estado de São Paulo que diz que nunca se constataram tantas discussões entre condôminos por conta de reformas nos apartamentos! É, nossas moradias estão realmente mudando!

Outro fato extremamente relevante (e bem interessante aliás) é a postura de todos em relação ao próprio trabalho. Muitos experimentaram pela primeira vez o tal do “home office” (o chamado “teletrabalho” ou “trabalho remoto”). Outros alongaram este home office para todos os dias da semana, ao invés de executá-lo só algumas vezes... existe uma pesquisa que diz que, além daquelas pessoas que perderam seus empregos na pandemia, que não foram poucas, infelizmente, cerca de 26% dos americanos que estão empregados hoje pretendem mudar de emprego ao final da pandemia! Cá entre nós??? É gente pacas, hein? Quando você descobre que esta estatística cruza as fronteiras americanas e atinge todos os outros países do globo, o negócio fica ainda maior!

Na verdade, toda essa mudança de padrão de comportamento acabou levando cada um de nós a avaliar nossas próprias vidas como, até então, nunca tínhamos sequer imaginado que fosse possível!

Inspirada por esta realidade bem peculiar, eu aproveito esta coluna hoje para compartilhar com todos vocês, queridos leitores, algumas dicas que encheram meus olhos e que digo que me ajudaram e ajudam muito nas respostas aos meus questionamentos de vida! E fiquem tranquilos... todas as dicas são inspiradas em renomados psicólogos e profissionais da área de coaching profissional e de vida! Então, relaxem, porque não sou simplesmente eu, Dani, abelhando em um assunto sobre o qual não sou nem de longe uma expert, ok? Meu único dedo nessa geleia foi simplesmente tornar as dicas mais práticas e diretas! Esclarecimento feito, seguem as dicas:

DICA 1

Esta é ótima (e na verdade minha preferida e, acreditem, muuuuito eficaz): tire um tempo para você! Ok, vamos esclarecer este tópico: quando digo “tirar um tempo para você”, não quero dizer tirar férias, maratonar os filmes do Netflix e as séries da TV ou viajar feito um cachorro louco! Nãaaaaao!!! Pare! Antes de estressar com qualquer mudança em sua vida, pare! Desconecte-se! Desligue a TV, desligue o som, pare de olhar o celular, fique em silêncio! Por alguns minutos, horas, dias!! Qualquer tempo que você consiga essa desconexão será FANTÁSTICO! Entenda, por favor, que não estou dizendo para você silenciar sua mente em uma meditação transcendental onde seu próprio “eu” será descoberto levando sua mente a flutuar sobre os picos do Himalaia! Apenas fique em silêncio! Pare de olhar as redes sociais a cada dois minutos... fique, somente, quieto... em silêncio. Ouça os sons do mundo, e não daquilo que você liga, entende? Um passarinho que canta, uma buzina ao longe, um cachorro que late... a lógica é simples assim: tem gente que passa décadas pedindo para o universo que sua intuição lhe mostre o caminho, mas se você não consegue ficar em silêncio, como raios você vai escutar o que essa tal intuição sopra em seus ouvidos?

DICA 2

Esclareça o que realmente não está funcionando para você! No trabalho, na vida... e aqui não vale dizer algo do tipo “ah, meu trabalho é um saco”, “ahhhh odeio minha casa”!! Seja específico! Se precisar escreva as tarefas do seu dia (não precisa ser em um papel chique, pode ser num guardanapo mesmo). Desta maneira você começará a perceber quais destas tarefas fazem você se sentir exausto e as horas se arrastam e quais delas fazem o tempo voar e você flutua! A ideia é você visualizar e diferenciar cada tarefa, por isso o conselho da escrita. Se escrever não funciona para você, beleza! Preste atenção a cada tarefa executada, isso já basta!

Fazendo isso, você vai conseguir identificar, por exemplo, se o que te aflige é profissional ou pessoal. Aí sim você vai entender se o fato de trabalhar de casa o deixa mal, ou se, de repente, é a possibilidade de voltar fisicamente para o escritório que assusta! Vai entender se ter que cozinhar todos os dias é o que irrita você, ou se ter a possibilidade de parar de fazer isso é que mais incomoda.

Enfim, pontue o que não funciona para você na sua vida hoje! Desta maneira, identificar o que precisa ser mudado vai ser beeeeeeem mais fácil!

DICA 3

Defina seus valores. Sim, você leu certo! Isso pode parecer meio óbvio, mas falar que “temos valores fortes” é bem diferente de saber quais são estes valores, viu?

O que tem valor para você? Acredite, depois que você colocar em prática as dicas 1 e 2, a terceira será moleza! Já dizia o grande sábio “como você pode lutar pelo que quer, se não souber o que quer”? Ué... e não é que isso faz sentido! Para definirmos o que queremos, nossos valores têm que estar claros! E têm que estar claros para nós mesmos, não para nossos vizinhos! Se você odeia tomar cerveja e sair à noite, por exemplo, vai ser bem complicado se achar um marido ou esposa que queira fazer somente isso, não é mesmo? Pode parecer meio idiota, mas essa lógica é a verdadeira! Quando nós não sabemos exatamente nossos valores, é complicado demais definirmos o QUE queremos e COMO queremos. Se você valoriza tanto a preservação da natureza, como vai trabalhar em uma empresa que descarta o lixo nos oceanos? É sofrimento certo!

Digo a vocês, mais uma vez, que todas as dicas que descrevo aqui funcionaram e funcionam muito para mim e acredito que podem sim ajudar qualquer um de vocês!

No Budismo Zen há uma máxima primordial na vida de cada um de nós (e digo isso a você com 100% de convicção, mesmo que você nunca sequer tenha ouvido falar em budismo): “a única certeza que temos na vida é que tudo muda”!

Você já foi um bebê um dia, é um jovem ou um adulto hoje, e, se ainda não for, será um idoso no futuro, se tudo der certo. Nossos corpos mudam, nossas vidas mudam, nossas ideias mudam... a cada etapa, a cada ano, a cada momento... você deve estar pensando agora que certeza na vida só é uma: que todos morreremos, certo? Bom, sem querer ser dramática nem deprimente digo a você: sim, a morte é certa para todos nós, mas ela é única (pelo menos ainda não vi ninguém morrer mais de uma vez)! Já as mudanças, além de serem certas, são constantes e em tamanho número em nossas vidas que chegam, sim, a ser incontáveis! O mais legal de tudo é saber que escolher a direção dessas mudanças está única e exclusivamente em nossas próprias mãos!

Portanto, deixo uma pergunta para fecharmos esta coluna: como vocês escolherão mudar hoje?

Aproveitem as dicas J

 

Série "Na rota da história"

A história americana pela Rota 66

14/06/21

5ª parte

Para os super fãs de estrada: rumo a Oklahoma

Ok, ok... sabe aquela ideia de “Rota 66” de filmes que vemos??? Seja lá qual for essa ideia que cada um de nós tem, digo que este pedacinho de Rota deve realmente representar isso! Hehehe...

Seguindo viagem, vamos nos afastando das atrações de cidades maiores para mergulharmos profundamente no Oeste americano! E aqui, digo a vocês, que cada paradinha é o que conta!

Ainda no Missouri, as atrações mais típicas da Rota começam a aparecer e nossa próxima parada é uma delas: o Sinclair Gasoline. Imagine um posto de gasolina que virou um museu com todas as quinquilharias da Rota 66 que alguém possa ter! É isso aí meus queridos leitores! Neste lugar tem até refrigerante de cereja batizado de “Rota 66”! E o negócio é ruim viu? Eca! Mas pense num lugar cheio de coisas? É a figura do Sinclair Gasoline! O dono, um simpático senhor que claro que não me lembro mais do nome, pega o seu nome e se você envia uma foto para ele do posto, recebe um cartão no Natal seguinte! Olha, cartões andam meio fora de moda, mas confesso que é algo bem emocionante ouvir isso em um lugar que você está apenas de passagem!

5ª parte série rota o icônico

E fique atento porque aqui vale a dica: passeando por este pedacinho da Rota você bem que pode encontrar simpáticos colecionadores do clube de carros antigos e motos fazendo seus passeios dominicais! E se isso acontecer com você, um aviso: pare! Pare onde for e converse com essa galera, porque eles são divertidíssimos e podem sim te dar muitas dicas de lugares interessantes para visitar e conhecer!

parada no spencer

É como eu disse, neste pedaço de Rota a emoção está em cada paradinha! E entre elas, eu não podia deixar de fora Red Oak II. Esta cidadezinha minúscula, quase na divisa do estado do Missouri com Kansas é uma, dentre muitas outras na Rota, cidade fantasma... quer dizer, sim, é, mas não é... Tudo bem, vai a historinha: a Red Oak “original” fica cerca de 30 Km a noroeste de Red Oak II. Como muitas cidades rurais do interior do EUA, a Red Oak original sofreu muito após a Segunda Guerra Mundial.

O artista Lowell Davis, original de Red Oak e que permaneceu fora da cidade por vários anos, voltou a ela na década de 70 e se surpreendeu quando viu que sua cidade natal tinha se transformado em uma cidade fantasma.

Em 1987, Davis morava em uma fazenda perto da antiga Red Oak e, em um momento de inspiração criativa, transformou os acres de sua fazenda em uma homenagem à sua cidade natal e, alguns anos depois, Red Oak II surgiu. O artista se refere a esta nova cidade hoje como um tributo à arte rural. Segundo palavras do mesmo “Red Oak II é uma combinação de pinturas e esculturas, e é simplesmente feita de coisas que alguém jogou fora”.

Hoje, a cidade “fantasma” Red Oak II na verdade é cheia de propriedades privadas, incluindo a de Davis, que morou lá até sua morte em 2020. A cidade também tem um posto Phillips 66 (posto original da Rota 66), uma velha escola, loja de alimentos, restaurante, prefeitura, cadeia, casas e mais casas de cidadãos comuns e muito mais! Dois prédios da Red Oak original foram importantes na vida de Davis: a loja de ferragens e o armazém geral, cujo dono era o pai de Davis e onde ele aprendeu a pintar e esculpir. Ambos os prédios foram transportados da Red Oak original para Red Oak II, manobra, aliás, um tanto quanto comum em prédios no entorno da Rota 66. Há histórias de hotéis e cafés que mudaram de posição e localização para continuar fazendo parte das mudanças de trajeto da Rota.

red oak2

Digo a vocês: Red Oak II é uma volta ao passado que se transforma em uma divertida parada para boas fotos! Recomendo!

red oak townhall

cadeia de red oak

antigo posto

Depois dessa parada surpreendente, seguimos viagem para o estado que tem o trajeto mais curto da Rota: Kansas! Então... se você curtiu o filme “Carros” da Disney, sua diversão na Rota 66 começa aqui! Sim, o filme é feito na Rota e as personagens e cidades do filme são todas fictícias, massss claro que tudo vem de modelos reais! E aqui começa a tal realidade que inspirou o filme “Carros” (inspiração esta que chegará até o Arizona, local da cidade principal do filme, Radiator Springs, mas os detalhes desta história contamos depois ok?).

Bom, Kansas é um trecho curtíssimo e muito bem cuidado da Rota, diga-se de passagem! Lá, a Rota passa por apenas 3 cidades.

A primeira parada fica em Galena em um restaurante/lojinha chamado 4 Women on the Route (originalmente, o lugar foi fundado e administrado por 4 mulheres, como diz o nome). É lá que podemos ver o caminhãozinho que deu origem a Tow Mater, personagem do filme.

dê uma olhadinha

A segunda parada que vale o tempo gasto é na Rainbow Curve Bridge, entre Riverton e Baxter Springs. Esta ponte foi construída em 1923 e é a única sobrevivente do tipo em todo o percurso da Rota!! Acredite se quiser...

 rainbow

E depois dessa rápida passagem por Kansas, mesmo porque, a quilometragem não permite que a passagem seja longa! Hehehe... chegamos em Oklahoma!

entramos

Aí sim... aqui a Rota tem história! Oklahoma: aqui digo com propriedade para todos segurarem a peruca, porque tudo por aqui voa!!! Tufões são bem famosos e um tanto quanto assustadoramente frequentes por aqui, portanto, observe a época do ano em que vai visitar o estado para ficar literalmente de cabelos em pé!

Este é praticamente o último estado com uma boa sinalização da Rota e também o marco da metade de nosso percurso... em Oklahoma quase toda a Rota já foi substituída por trechos da rodovia Interestadual I-40, mas alguns trechos da Rota sobrevivem. Entre dezenas de postos antigos, paradas com as placas de Route 66, US 66 e Historic Route, uma parada obrigatória e “mega” turística nesse estado é visitar a Blue Whale na cidade de Catoosa! Sim, é uma baleia azul, como traduzido ao pé da letra!!! A baleia foi construída na década de 70 por um marido apaixonado como presente de bodas de casamento para sua esposa (vai lá entender o que raios fez a esposa para ser agraciada com uma baleia azul, não é mesmo? Prefiro nem pensar muito a respeito! Hehe...). Mais tarde, a baleia virou um parque aquático aberto ao público que foi desativado em 1988 e hoje permanece como um atrativo da Rota 66, aberto à visitação.

the blue

Passamos por Tulsa, e entre chegar e sair de Oklahoma City a cidade de Arcadia vale uma visitinha: esta cidade minúscula é cortada pela Rota. O que vale a pena por lá? O Arcadia Round Barn: em 1898, lá foi construído um celeiro redondo! Você leu certo: o celeiro é redondo e é bem legal!! Para quem curte construções diferentes, a visita de meia hora vale cada minuto! E vale a dica: olhe para o teto, por favor! A estrutura do teto desse mega celeiro redondo é fantástica e (pelo menos com a minha humilde câmera) foi meio que impossível capturar essa fantasia toda nas fotos)!

arcadia

E já que estamos por aqui, se a fome apertar, o Ann’s Chicken Fry House é o lugar: um ponto histórico da Rota no estado de Oklahoma, que era um posto de gasolina e acabou virando um restaurante e que funciona até hoje!

paradinha

Ok, estomago cheio, agora a parada é séria!!! A cidade de Clinton, Oklahoma, abrigou, entre as décadas de 50 e 60, ninguém menos que Elvis... isso! Elvis!! Aquele tal de Presley sabe? Em suas turnês pelos EUA, Elvis era um frequentador assíduo da Rota 66 e este hotel em Clinton (hoje um hotel da rede Best Western) ainda preserva o quarto em que ele sempre ficava do jeitinho que era naquela época (eu torço para que tenham trocado os lençóis, mas nunca se sabe né?)! Para quem curte o rei como eu, não dá para ignorar essa parada!

cama

É ainda em Clinton que encontramos um dos museus mais interessantes da Rota: se você gosta de história, é bom parar por aqui para conhecer os detalhes desse ícone da evolução e desenvolvimento americanos! Afinal, a Rota fez surgir o parquímetro (isso, a cobrança de parada de carros nas ruas), ajudou no desenvolvimento do setor automobilístico americano (a quantidade de postos de gasolina em toda a Rota não nega: a autonomia dos carros melhorou muito depois do evento da Rota 66) e também no desenvolvimento de hotéis (os motéis surgiram com a Rota como pontos de parada e descanso para os viajantes), restaurantes (fast-foods começaram aqui também) e povoamento do Oeste americano, entre muitas outras coisas! O Museu vale cada fotinho tirada dos carros antigos expostos nele!

museu

E já que estamos na “vibe” dos museus, nossa última parada no estado de Oklahoma é o sensacional: National Route 66 Museum, em Elk City. O museu é simplesmente fantástico! E o legal aqui é que o tema do museu não é só a Rota, mas na verdade o povoamento do Oeste americano e o que a Rota representa nisso tudo!! É um tipo de “museu cidade” eu diria: você caminha pelo museu e tem espaços ao ar livre que fazem você se sentir em uma cidade do Oeste americano!

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Ufa! Depois de tanta história, recomendo a todos um merecido descanso!

E uma vez descansados, é hora de pegar seus chapéus e montar em seus cavalos, cowboys e cowgirls, porque o Texas nos espera! Vejo vocês por lá!

 

OUTROS ARTIGOS

 

SÉRIE "NA ROTA DA HISTÓRIA" - A HISTÓRIA AMERICANA PELA ROTA 66 

1ª parte

2ª parte

3ª parte

4ª parte

ANO NOVO, METAS NOVAS

ATÉ QUANDO???

ENTÃO, É NATAL...