coluna da dani1

SÉRIE "NA ROTA DA HISTÓRIA"

11/01/21 

A história americana pela Rota 66

rota 66

E mais um ano se foi e outro se inicia... e que 2021 seja abençoado e saudável para todos nós!!!

Seguindo a vibração, eis que o ano já começa turbulento! Invadiram o Capitólio americano, políticos ganharam aumento de salário, aposentados continuaram ganhando igual e por aí vai... nada muito diferente do tango caótico que temos vivido ultimamente, mas confesso que às vezes algumas notícias ainda me surpreendem! Como essa tal “invasão ao Capitólio dos Estados Unidos” por exemplo. Não, a postura do atual presidente deste referido país não me surpreende, mas sim, a postura dos cidadãos deste país me surpreende! Mas se o governante é o espelho da população... deixo com você a conclusão deste pensamento...

Seguindo o embalo desta dança, que tal mudarmos essa sensação de “caos” e partirmos em uma viagem histórica e sensacional?

Sou ávida a conhecer novos (ou antigos) lugares e novas (ou antigas) histórias! Amo viajar, e mais do que isso: conhecer o que cada lugar tem para contar a cada um de nós. E já que invadiram o Capitólio americano mesmo, por que não conhecermos um pouquinho mais da história deste país?

Convido você, portanto, a soltar os cabelos e balançá-los ao vento para uma interessante viagem pelas retas e curvas da histórica e emblemática Rota 66 americana!

Para quem nunca ouviu falar: a Rota 66 é uma estrada construída na década de 1930 nos EUA e que une o meio norte ao sudoeste do país. Reza a lenda que os artistas americanos residentes na região de Chicago, saturados das limitações da lei seca que vigorava na época, começaram a buscar novos horizontes e a desbravar caminhos em busca de locações mais baratas e acessíveis. Foi assim que o trajeto da então “nova” Rota 66 surgiu... e foi assim também que a tão admirada Los Angeles “hollywoodiana” se transformou na luxuosa residência de milionários artistas do país.

A Rota 66 vai da invernosa Chicago, IL, até a ensolarada Santa Mônica, CA, percorrendo cerca de 4.000 quilômetros e passando por 8 estados americanos e cerca de 200 cidades.

A Rota começou a ser construída em 1926 e inaugurada formalmente em 1938. Foi inativada oficialmente pelo governo americano em 1984, sendo substituída por vias expressas, mas durante o tempo em que estava ativa, seu valor e contribuições históricas foram inestimáveis!

Cidades nasceram para literalmente abraçar a Rota (e, diga-se de passagem, sobreviver dela!).

Foi lá que surgiu o primeiro Motel (ok, entenda por favor: Motor Hotel = Motel, ou seja, um hotel de beira de estrada... conceito um pouquinho diferente do “motel” aqui no Brasil, hehe...), o primeiro MCDonald´s do mundo, o parquímetro (ou “zona azul” para nós brasileiros), a primeira lanchonete com “drive-thru”, quanta coisa né? Ahhhh, e como tem posto de gasolina nessa Rota! Aqueles lindinhos em estilo retrô da década de 50 e 60! A Rota 66 foi a grande responsável pelo desenvolvimento automobilístico americano, melhorando a autonomia e conforto dos veículos, afinal a tal estrada era longa!

Nas matérias seguintes que escreverei neste site, vou compartilhar com vocês alguns pedacinhos e histórias dessa Rota que nos ajudarão a conhecer um pouco mais da história da maior potência mundial e atual berço da democracia moderna: os EUA.

Nossa próxima parada será em Chicago, the windy city (a “cidade dos ventos”). Nos vemos lá!

23/12/20

Então, é Natal...

E mais um ano se vai... e outro vem chegando! É o ciclo da vida.

Para ser sincera, não sei descrever muito bem qual sensação sinto quando penso no Natal este ano. Afinal, é Natal, não é mesmo? Está aqui pertinho... bem na esquina!

Um Natal diferente... com compras online feitas do confortável sofá de casa, sem shoppings lotados, sem corrida para comprar um peru... pelo menos é assim que está sendo para mim! E no meio dessa bagunça toda que estamos vivendo, quem sabe esse não é um dos lados bons não é mesmo? A falta do tal “stress” do Natal!

Umas das coisas que mais amo nesta época do ano é ver todos aqueles filmes lindos de Natal! As pessoas aconchegadas na frente das lareiras, num chalé gostoso, usando cachecóis e gorros fofinhos e tomando um delicioso chocolate quente! Quando vejo isso me inspiro a entrar no clima! Respiro fundo, me aconchego no sofá e olho pela janela naquela esperança de ver os flocos de neve caindo lá fora, masssss... não é bem assim por aqui não é mesmo? O sol ofusca, o calor derrete, o suor castiga e até mancha o sofá! E, de repente, aquele tal chocolate quentinho aumenta ainda mais a sensação de calor e a vontade de sair correndo pelado para mergulhar numa piscina fresquinha!

Realmente, o lugar perfeito não deve existir! Para mim esse tal lugar perfeito seria aquele em que neva no Natal e faz aquele calor gostoso no Ano Novo! Porque afinal, o Natal quentinho que vemos nos filmes nos dá aquela sensação gostosa de aconchego não é mesmo?? Mas como seria o Ano Novo num lugar desses? Você já pensou? O que seria de um Ano Novo em que você tivesse que se enrolar num cobertor e não tivesse coragem de colocar o nariz para fora de casa? E a praia?? E aquelas 7 ondinhas que temos que pular (sem cair e sem dar as costas para o mar, por favor!) fazendo um pedido? E as flores para Iemanjá? Só para constar: no inverno com neve não tem florzinha não, tá??

Minha conclusão é que ou o mundo muda de vez ou temos que ser bem ricos para conseguir os extremos climáticos em apenas uma semana não é mesmo? Passar o Natal na linda, congelante e aconchegante Suíça, com a neve lá fora. E passar o Ano Novo no Caribe tomando um sol, curtindo a praia e pulando as ondas!!! Aí sim! Como dizia o admirável Stephen Hawking: “enquanto há vida, há esperança”, então, pensemos positivo!

Existe uma lenda que diz que os desejos de Natal não dizem respeito a aquilo que precisamos, mas sim a aquilo que profundamente “desejamos para nós mesmos”! Eu convido você, então, a aproveitar esse momento mágico do Natal de um ano tão ímpar e a ouvir o seu desejo mais profundo!

Que sejamos abençoados e passemos o Natal junto a aqueles que amamos, seja virtual ou pessoalmente!

E que o novo ano nos traga saúde e confiança de que dias melhores virão! Porque sim, eles virão!!!

09/12/20 

Até quando???

Este ano tem sido tão turbulento e desafiador de tantas maneiras diferentes para mim (e para o resto do mundo certamente), que no meio de toda essa confusão de COVID, quarentena, máscara, álcool em gel e tantas outras coisas, a pergunta que pra mim não quer calar é “até quando?”.

Já li em vários jornais que a palavra da vez de 2020 é lockdown. Acho que a esta altura, todos nós já devemos saber o que significa lockdown, mas de repente vale um esclarecimento. Diferente do que muitos possam pensar, lockdown não é “prisão”, mas sim confinamento. O que, acredite ou não, são coisas um tanto quanto diferentes! Ainda bem aliás! Ou seja, lockdown é um “isolamento”, uma “clausura”, mas não no sentido, por assim dizer, “prisioneiro” da palavra! Afinal, estamos confinados em nossas casas (assim espero eu!) não é mesmo? E até conseguimos dar uma saidinha de vez em quando... pelo menos quem compra nossa própria comida não são carcereiros não é mesmo? Esta palavra foi eleita como sendo a palavra que representa este ano totalmente adverso, mas, para mim, uma pergunta que tenho feito a mim mesma me parece bem mais adequada: “até quando?”.

Você que está lendo esta matéria deve pensar “ahhhh, ela deve estar se perguntando até quando ficaremos em isolamento!”. Bom, sim, claro! Mas na verdade, não... não é bem isso, ou não é “apenas” isso! E explico a vocês o que é exatamente.

Em vocabulário bem livre digo a vocês (e acho que muitos vão concordar comigo!) que este ano está sendo muito, muito chato! E muuuuuuito com muitos uuuuuuu!!! Não que outros anos não tenham sido difíceis e complicados, mas convenhamos que ter sua vida por um fio por conta de um possível cuspe ou tossida alheios é meio demais né? Fora todo o stress “prático”, do tipo: “Será que eu tenho que trocar de roupa quando volto do mercado? Encostei em algo que estava contaminado será? Passei álcool nas compras? Ai caramba, eu desinfetei a sacolinha? Aí Deus, eu cocei o olho? Passei álcool em gel antes de coçar o olho? Encostei em algo quando entrei no carro? Eu encostei na máscara? Aíiiii a máscara roçou no meu olho!!! Ahhhhhh”. Olha que isso é coisa de maluco, mas como bem diz o filósofo, é o que temos para hoje! E se álcool em gel e máscara nos garantem, estou tomando álcool e amarrando o tênis com a máscara até!!

Entre uma passada de álcool e uma lavada de 40 segundos de mão, minha cabeça na realidade não para de rodar e se perguntar: até quando?

Sim, a pergunta imediata é sim até quando raios eu não vou poder entrar em casa e me sentar no sofá sem tirar o sapato, lavar a mão e trocar de roupa antes! Mas bem lá no fundo, acho que esse questionamento é um pouco mais profundo. Portanto, vou mais além...

Até quando vamos viver em um mundo onde políticos se pensam cientistas, médicos e até mesmo donos das vidas alheias? Até quando as pessoas vão continuar pensando que o que fazem não impacta em ninguém? Até quando se pensará que saúde e economia andam separadas? Até quando viveremos em um mundo que não vê que todos, digo, TODOS, somos interdependentes?? Não me pergunto somente até quando ficaremos nesse isolamento que parece não ter fim, mas me pergunto sim até quando todos nós ainda vamos pensar que a responsabilidade de todos e de cada um de nós está nas mãos de algum outro! Sim, é difícil! Sim, está demorando demais! E sim, acima de tudo, o aprendizado é doloroso... mas depende única e exclusivamente de cada um de nós! Não tem governo nem cientista que vá resolver este problema imediatamente, acho que isso já percebemos não é verdade?

Confesso que a dedicação dos profissionais da saúde e cientistas este ano realmente me emociona! E sim, o que eles estão fazendo e desenvolvendo é nossa luz no fim do túnel! A vacina contra a COVID é nossa esperança sim para acabar com o tal do lockdown. Com o lockdown pelo menos... Porque me pergunto se esta vacina vai resolver todos os outros problemas que já existiam há tempos, mas que foram apenas ampliados neste ano tão ímpar!

Esta pandemia maluca, para mim, nada mais é do que uma lente de aumento: os problemas não necessariamente aumentaram, creio que apenas estamos conseguindo vê-los melhor e talvez mais claramente! E, diga-se de passagem, começo a achar que a COVID está trazendo à tona do ser humano em geral uma falta de vergonha sem tamanho! Nunca vi tanto desrespeito ao próximo e à natureza como tenho visto hoje! E me parece que isso é apenas uma revelação, pois os sinais mostram que tudo já vinha acontecendo há muito tempo...

O Natal está pertinho de nós, e sequer sabemos se poderemos passá-lo pessoalmente com nossas famílias ou não por conta do aumento exorbitante dos casos da doença. Mas em meio a esta brisa natalina eu pergunto a mim mesma e a cada um de vocês que me leem agora: até quando acreditaremos que uma vacina para a COVID vai resolver tudo? Será que nossas atitudes hoje já não podem fazer muita diferença? Fica a dica..

06 /01 /20

Ano novo, metas novas

Me lembro que minha avó sempre passava as festas conosco quando eu e meu irmão éramos pequenos e ela fazia questão de nos fazer olhar pela janela lá para o meio do mato (afinal morávamos num sítio!!) e apontar o ano “jovenzinho” correndo atrás do ano “velhinho”! Você pode achar isso um absurdo, mas eu confesso que eu via o velhinho correndo e o jovem correndo atrás dele! O máximo era a narração dela dizendo que um dia o jovem pegaria o velho! Isso eu não cheguei a ver, mas quaaaase... Hehe... Eita época boa!! Essas lembranças não têm preço! Tê-las vivido então é algo simplesmente espetacular!

Lembro também que quando mais jovem todo fim de ano eu fazia uma lista daquilo que queria realizar no ano novo. Nem sei quantas vezes eu já li que “escrever ajuda a realizar as metas”. Então lá ia eu escrever as minhas! Meu apego a essas metas nunca foi muito exemplar, confesso, e isso era comprovado ao final de cada ano quando eu descobria que nem sabia onde raios tinha colocado a lista pra saber se o que eu tinha como “meta” tinha se realizado!! As metas eram as mais malucas possíveis sem dúvida, mas lembro que um ano meio que me superei e escrevi na lista que queria perder 5 kg. O ponto mais fantástico foi que esqueci de me pesar no começo do ano para saber se tinha alcançado a meta no final! Sem comentários...

Bom, este ano resolvi ser diferente e documentar minha meta para “testemunhas” fazendo algo que eu AMO!!! Amo escrever e não faço isso há anos!! Portanto minha meta este ano é compartilhar periodicamente com vocês memórias, momentos, viagens e tudo mais que possa trazer um pouquinho de cor para a vida de cada um de nós através desta coluna!

Espero que cada um de vocês tenha tido uma passagem de ano espetacular e quem sabe até conseguido ver o ano velho correndo atrás do novo!! E como diria o poeta “não desejo que 2020 te traga felicidade... eu desejo que você seja feliz, seja qual for a realidade que você tenha que viver”!

Espero vocês por aqui para a próxima coluna!

Feliz ano novo 😊

Dani